Escritura de instituição de usufruto
O que é?
A Escritura Pública de Instituição de Usufruto é um documento legal que formaliza o direito de usufruto sobre um bem, permitindo que uma pessoa (usufrutuário) utilize e usufrua dos frutos de um imóvel ou outro bem, enquanto o proprietário (nu-proprietário) mantém a titularidade. Este direito pode ser instituído por tempo determinado ou vitalício, e é frequentemente utilizado para garantir o sustento de alguém, como em doações com reserva de usufruto.
Para que serve?
A instituição de usufruto serve para separar o direito de propriedade do direito de uso e gozo de um bem. O usufrutuário tem o direito de utilizar o bem e de receber seus frutos, como rendas, alugueis ou produtos da terra, sem que isso lhe dê a titularidade do bem. Essa escritura é comumente utilizada em planejamento sucessório, onde pais doam um imóvel para os filhos, mas reservam para si o direito de usufruir do bem até o fim de suas vidas.
Quem deve comparecer?
Para a lavratura da Escritura Pública de Instituição de Usufruto, é necessário que o proprietário do bem compareça ao cartório para formalizar a concessão do usufruto. O usufrutuário também deve estar presente para aceitar o direito que lhe está sendo concedido. Caso uma das partes não possa comparecer, é possível que sejam representadas por procuradores com poderes específicos. O tabelião, por sua vez, é o responsável por assegurar que todas as formalidades legais sejam cumpridas na lavratura da escritura. Após a lavratura, o título deverá ser apresentado ao Cartório de Registro de Imóveis competente para o registro do usufruto.
Procedimento e mais informações
O processo de instituição de usufruto inicia-se com a decisão do proprietário de conceder esse direito a outra pessoa. Na escritura, devem constar os detalhes do bem, o prazo do usufruto (se for temporário) e os direitos e deveres do usufrutuário, como a conservação do bem e a responsabilidade pelos impostos que incidem sobre ele.
Após a lavratura da escritura, é obrigatório o registro do usufruto no cartório de registro de imóveis, para que produza todos os efeitos legais. O usufruto pode ser extinto por diversas causas, como o término do prazo estipulado, a morte do usufrutuário, ou a renúncia do direito.
O usufruto não pode ser transferido para terceiros, mas o usufrutuário pode ceder o seu exercício, como no caso de alugar o imóvel a terceiros, desde que respeitados os termos da escritura e o consentimento do nu-proprietário, se necessário.
Veja como funciona:
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Lista de documentos
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- Escritura de nomeação de inventariante
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- Escritura de Doação
- Escritura de estremação
- Escritura de extinção de condomínio ou divisão
- Escritura de Hipoteca
- Escritura de instituição de usufruto
- Escritura de permuta
- Escritura de renúncia de usufruto
- Escritura Pública de Compra e Venda
Dúvidas frequentes
O usufruto pode ser instituído sobre qualquer tipo de bem?
Sim, o usufruto pode recair sobre bens móveis ou imóveis, direitos, títulos e outros bens admitidos pela legislação.
No caso de usufruto sobre bens imóveis, sua instituição deve ser formalizada por escritura pública e posteriormente registrada no Cartório de Registro de Imóveis competente.
O usufrutuário pode vender o bem objeto do usufruto?
Não. O usufrutuário tem o direito de uso e gozo do bem, mas não pode aliená-lo ou transferir a titularidade, que permanece com o nu-proprietário.
Quais são as responsabilidades do usufrutuário?
O usufrutuário deve conservar o bem e arcar com as despesas ordinárias de conservação, bem como com os tributos e demais prestações devidos pela posse ou pelo rendimento da coisa usufruída.
Como se extingue o usufruto?
O usufruto pode ser extinto por morte do usufrutuário, término do prazo estipulado na escritura, renúncia do usufrutuário, destruição do bem, ou pela consolidação do usufruto na pessoa do nu-proprietário, caso ele adquira o usufruto.
A instituição de usufruto precisa ser registrada em cartório?
Sim. No caso de imóvel, o usufruto é constituído mediante o registro do título no Cartório de Registro de Imóveis competente.
